Os poemas não querem sorrir,
escondem os sorrisos das rimas…
em estrofes de dor e ausência,
apagam o bailado das palavras
agora inertes num chão frio
de sílabas desarticuladas
unidas apenas em desalento
num papel sujo e amarrotado.
(Fanny)
E enquanto o sorriso dos poemas não regressa ao meu coração, ofereço aos meus amigos leitores, um lindo poema do poeta Luís Ferreira, contido no livro, Rosas & Espinhos. Um livro em que as palavras conversam sobre ternura e amor, onde os nossos olhos se perdem felizes, num suave (en)canto perfumado, para os sentidos da alma.
Hoje abri o livro à sorte e este poema sorriu:
Que a vida nos uniu
Neste amor sem fim
Até ao fim dos nossos dias.
Que a saudade aperta na distância
E a tristeza apaga o sorriso O dia afoga-se nas trevas
E sofremos na ausência
Nesta indizível condição
Onde o sentimento amaldiçoa o tempo.
Eu sei meu amor,
Que não há primavera sem flores
E os veleiros aportam em portos silenciosos
Os rios choram nas margens,
Nas madrugadas que eclipsam a luz
Nada terá sentido na minha existência…
Porque eu só existo,
Se tu… só existires para mim.
Eu sei meu amor,
Por muito que pense, que sinta
Que escreva palavras e poemas
Nas letras soltas em pétalas perfumadas
Que queira no desejo de mais e muito mais
Afirmo ao universo…
Somos uma só pele, num só corpo
Nesta paixão que acende um só céu.
Luís Ferreira
Achei uma ternura imensa o que destaquei a negrito...
Abençoados os que sentem assim o AMOR...