sábado, 14 de Novembro de 2009

Perfumes da Alma


Voz seduzida que emerge da alma, flores perfumadas espargindo sentimentos. Ouve-se o violino das ondas num suave marulhar de sentidos. Asas do ser num arco-íris enleado de luar e estrelas. O horizonte tornou-se límpido, cristais de segredos no sopro das brisas. Anjo-Menina que não sabe conter os ímpetos do coração. Rodopias nos sonhos, idealizas o Bem nas brumas da vida.
É melífluo o som do mar, há ternura no olhar da Lua que sorri (en)cantos e te concede a claridade do alvorecer quando os teus olhos acordam do teu son(h)o. Há mistérios nas entrelinhas da existência, véus que cingem o Ser, linguagens etéreas que tu podes entender. Liberta as névoas do teu sentir, não deixes que a frivolidade te oprima a essência. Repousa os teus sentidos nessas águas aromatizadas de afeição. Não desistas de procurar o jardim da tua missão. Pétalas do teu ser perfumam as almas de quem amas.
Acaso esqueceste o teu âmago de fada? Entrega-te à melodia que te chama… a noite não existe no teu caminho de seda. Os penhascos que vislumbras são somente solavancos do destino. Galga os tormentos, a inquietude dissipar-se-á com o vento. Só quem sofre, sabe desvendar os enigmas do Sentir. Não podes submergir porque as tuas asas diáfanas deterão a tua queda.
Tu és plenitude, essência estelar… sintonizas-te com o verbo das galáxias, porque tu és centelha de luz, fonte de amor… um terno silêncio.
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Fanny

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Voz Azul


Chamou-me o azul,
embalo sereno d’ alma…
a espuma que marulha
o coração numa saudade
em constantes marés.
Tenuidade dos sentidos,
numa apoteose de asas
que voluteia na miragem
de um alvorecer anelado…
A areia fina, diáfana
em ondulações de brisa,
flutuam no meu ser
como grãos de açúcar…
Sabor de um sorriso
murmurado em mim,
toque etéreo de nuvem
rendilhado de luz.
.
Um simples e suave murmúrio...
Fanny

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Outono da Alma



Há um murmúrio dolente nas brisas que passam…
Vem solitário, iludido de saudade… voz trémula
perdida de cores… outono da alma num esvoaçar
de folhas caducas que se estendem nos campos
do pensamento. Terreno infértil de sentidos,
fonte seca que fenece num abismo incolor…
sentimentos estéreis sem sopro de alento e vida.


Fanny

sábado, 7 de Novembro de 2009

...


O vento soprou, insuflou…
Desassossegou as cortinas
Do meu pensamento.
Turbilhão de ideias,
Num adejar forçado…
Fragilidade de sentidos,
Que se escapa em torrentes
De cinza, inverno do sentir.
Horizonte sem pontes…
Clausura inevitável
Num vazio abissal, trémulo
E entorpecido de pranto.
Nuvens de sal à procura
De um prado para chover…
Árvores de sol a crescer
Num jardim ainda por nascer.

Fanny

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

FLOR DE SILÊNCIO

Há uma flor de silêncio a brotar no jardim do coração. Eleva-se no caule do pensamento, incensa o horizonte com aromas de uma saudade sem tempo. Não há melodia no vergel íntimo do ser. Há uma solidão que transcende a dimensão do sonho e me leva a lugares inexistentes.

A dança das palavras estagnou num compasso labiríntico. Remanescem sílabas de exíguos versos que alentam por florir no deserto da ilusão. Querem ser oásis num vendaval de areia que encobre a clareza de um desejo. Não sei até quando esta flor de silêncio subsistirá nesta procela existencial. Há um sonho ainda por sonhar, uma melodia por inventar…

Quiçá, um dia… esta flor receba as cores de um sorriso no bailado cadenciado das suas pétalas de brisa…

Fanny

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Angústia das Palavras

Algemaram as palavras, as letras desassossegam-se num sufoco inextinguível.
Os meus dedos perderam a direcção do sonho. Jaz o papel em branco, o silêncio do verbo amordaçado que nada sabe conjugar. Os tempos soçobraram num emaranhado de linhas sem sentido. Não há passado, a memória extinguiu-se. Varreram-se as rimas cadenciadas dos poemas que voluteavam num ballet de sentidos. Não há futuro, os sonhos estão enclausurados, já não sei conjugar a esperança.
Hoje habita-me o olhar nublado de melancolia. A minha escrita desconjuntou-se num labirinto desconexo… é a obscuridade plena do meu sentir. Os meus versos são agora pequenos fragmentos transviados a vaguearem em solavancos de despedida.

Fanny

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Pausa indeterminada!


Amigos, vou estou ausente da escrita, dos meus suaves murmúrios!

Por vezes questiono-me até que ponto vale a pena escrever estes rabiscos de alma, tantas vezes sem sentido.

Vou descer à Terra e esquecer-me um pouco de mim.
Um abraço de alma e coração.

Obrigada!


Fanny

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Bailado Etéreo


Fechei os olhos. Escutei a música que entrava cadenciada na minha alma perfumando os sentidos do coração… Flutuei. Desprendi-me suavemente da Terra como uma pluma. Senti-me bailarina no palco sublime do horizonte. Nuvens prazenteiras, macias de ternura, eram o meu chão. Pedaços de algodão que me aconchegavam os passos num bailado ritmado de sons e vida. Não sei conter as lágrimas que nascem dos meus olhos. Não sei esconder os instantes de magia que me prendem nestes laços etéreos de brisa. Momentos bonançosos, apaziguadores onde o céu é só meu… um encontro celeste, abraço estelar numa fusão transparente dos sentidos. A melodia torna-se o eco do meu sentir que me leva em flutuações cintilantes de poesia. Sou gaivota das estrelas em voos azuis de elixir, sou uma menina que regressou a casa no sorriso gracioso de um sonho… Saudade a florir na mansuetude do meu Ser.

Fanny

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

PEDAÇO DE PARAÍSO


Chega a madrugada, pedaço de paraíso que me preenche a alma. Luz serena da noite que visita e alumia os compartimentos obscurecidos da minha solidão. Nesses instantes solto as palavras da alma e deixo que o perfume do silêncio atravesse os caminhos do meu Sentir…
Tocam-me as brisas noctívagas, encanto-me com o Luar que sorri num murmúrio de prata! Entrego nas mãos da Lua a nostalgia do meu coração. Colho as flores das galáxias, seda do meu sentir num jardim suspenso de sonhos por viver.
Não sei prender este voo que me impele numa dança cadenciada de rimas. Não sei esconder este desejo de ultrapassar as linhas invisíveis do meu querer. Cogito e nada concluo. Sei dos caminhos híbridos, nublados de entendimento. Estradas de Solidão? Não, quando a esperança nos abraça e nos impele a divisar o outro lado da vida. Há melodias secretas, mágicas que vêm no baloiço do vento e nos convidam a brincar em castelos de nuvens. Encontro inefável com os Sentidos, com o nosso verdadeiro Ser.
A Noite não é escuridão. Há lanternas no coração, quando a Razão nos apaga as estrelas.
.
Fanny

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

LIBERTAÇÃO


LIBERTAÇÃO

Sente a brisa murmurante que te dá alento...
Escuta a voz das estrelas num cântico ameno...
Varre as mágoas .... espalha-as ao vento
dissipando as névoas num verso sereno!

Se a mágoa te perseguir, deixa cair a agonia
numa lágrima silente... cintilação sublime
que irriga a solidão, florescendo a calmaria
no jardim extenuado que o verso redime.

Entorna pétalas dos teus poemas no teu ser...
Perfuma a alma de aromas puros... sorridentes...
Respira o segredo dos zéfiros no alvorecer...

E quando escutares a melodia que te rodeia,
entenderás a ternura de uma voz confidente...
Sentirás o esplendor da poesia que te clareia.

Autoria: Fanny
(Do meu baú)

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

SAUDADE



SAUDADE...
*Fanny*

Saudade do toque que suavizava cansaços
Saudade da mão que acariciava o coração...
dos afagos perfumados que eram laços
de ternura, flores brotando emoção.

Hoje a ausência das fragrâncias sonhadas,
caminhos desdobrados num silente pensar...
Murmúrios calados, qual concha cerrada...
Refúgio de versos amordaçados sem ar.

Madrugadas de papel rasgadas pelo vento...
Memórias turbulentas fustigadas pelo tempo...
Vozes meigas apartadas, silêncio pungente!

Pudesse eu acordar deste infindo tormento,
amanhecer no oásis do poema que invento,
abrir os braços... voar até ti, secretamente!



Um poema do meu baú...

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

A Vida é Mágica


Enquanto não me é permitido escrever… deixo-vos um belíssimo vídeo para relaxar a mente e o convite a reflectir sobre as suas palavras…
Eu gostei muito!

Tranquilizou-me neste dia assaz extenuante.


sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

ÉS TU...


ÉS TU...
*Fanny*

Serás tu amor, quem eu vejo no jardim?
És tu, sim!...Vieste na brandura do vento,
qual abraço meigo oloroso de um serafim.
Hoje, és sol a incensar o meu pensamento!

As névoas do sentir apartaram-se por ali...
Límpido céu da minh’ alma que te abraça
e, em cada estrela que me beija e sorri,
um luar bordado no olhar que me enlaça.

Agasalha-me, amor, entrelaça-me a ti...
Deixa que os nossos murmúrios flutuem
assim suaves como o voejar de um colibri.

Eu e tu, juntos, num voo em maviosidade,
esvoaçaremos no horizonte das auroras
onde os aromas se matizam de eternidade.

***

Poema inspirado em Florbela Espanca:
Soneto IV

És tu! Sempre vieste, enfim!
Oiço de novo o riso dos teus passos!
És tu que eu vejo a estender-me os braços
Que Deus criou pra me abraçar a mim!

Tudo é divino e santo visto assim...
Foram-se os desalentos, os cansaços...
O mundo não é mundo: é um jardim!
Um céu aberto: longes, os espaços!

Prende-me toda, Amor, prende-me bem!
Que vês tu em redor? Não há ninguém!
A Terra? - Um astro morto que flutua...

Tudo o que é chama a arder, tudo o que sente,
Tudo o que é vida e vibra eternamente
É tu seres meu, Amor, e eu ser tua!

domingo, 20 de Setembro de 2009

CÂNTICO LUNAR


CÂNTICO LUNAR
*Fanny*

Nas madrugadas, a lua suspensa no meu olhar
sorriso de estrelas no esplendor de um sonho,
cintilações confidentes que eu componho
nas constelações secretas de além-mar.

Diadema de flores incandescentes no meu céu
embelezam a noite das ausências, mansuetude
semeando a solidão… brisas ventando o véu
que cobre o rosto de uma saudade que me ilude.

Argêntea, aroma acetinado que envolve o infinito…
Cântico das cordilheiras duma ilusão sem idade…
Melodia de paz que abraço em maviosidade…

Sons das esferas resguardadas num cosmos sereno…
Névoas desfeitas no sibilar das centelhas orvalhadas,
iluminando as veredas das auroras profetizadas.


sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Quarto da "Solidão"?


Há um refúgio em mim no quarto da “solidão”(?). Uma cama de papel, um lápis de luz que desenha estrelas em suaves versos, refulgência do ser, perfumes do coração esparsos num horizonte velado, só meu, onde eu aprendi a SER.
Neste lugar inefável, guardo sonhos, cogitações … enigmas de encanto ou nostalgia… espaço (in)definido num corcel de sentidos que agita sentimentos represados e oscila em flutuações de brisa ou ventania.
Este lugar não está vazio. Não lhe chamem deserto, silêncio, apatia! Aqui os muros não existem, não há divisões… nem portas… nem janelas… A minha alma respira sem asfixia, voa longe sobre o mar, por entre estrelas, flutua em nuvens de seda, caminha serena por veredas de sete cores, arco-íris da vida e do sentir.
Escutam-se as canções do sol, os murmúrios da lua… há belezas que os outros olhos não vislumbram, porque não querem… (não sabem) ver. Palácio de Cristal onde os meus passos são borboletas… alas de papel… Palavras diáfanas entrelaçadas de memória, diamantes do Ser que eu guardo no tesouro das minhas mãos… as páginas secretas do coração.


Fanny